O Paradoxo da Gratidão
O Paradoxo da Gratidão
Parece mero papo de psicólogo ou de neobudista bestseller, mas é a pura verdade: ser feliz é agradecer. Ser feliz não é receber “obrigado”. Ser feliz é dizer. É agradecer. Marcel Mauss certamente achou esse caminho. Não sei se ele o praticava, mas que achou, achou. A dúvida é o que importa. E a dádiva é parenta próxima da gratidão. Você oferece, você dá. Você quase deve, em certo sentido. E, por isso, o “estar obrigado”.
Nunca gostei das mães que ensinam aos filhos “as palavrinhas mágicas”. Gratidão não se cobra, gratidão se descobre. Só uma pessoa suficientemente madura pode agradecer, sem achar que não deve nada a ninguém. Só uma pessoa realmente feliz pode exercer a gratidão. E aí, caímos num paradoxo que eu estou meio farto de encontrar nos estudos sobre cidadania. Só o cidadão exerce a cidadania, mas buscar a cidadania é necessariamente exercê-la. E se a busco, não a tenho. O mesmo acontece com a felicidade exercida através da gratidão.
Na proporção direta do que significa a gratidão para a felicidade, está o que significa retroceder para o amor. Retroceder, não no sentido de involuir, mas de voltar atrás. Quem ama é quem está sempre disposto a se despir do orgulho, para voltar atrás. Será isso? Ou é isso que a vida tem me ensinado?
Mas estou realmente entristecido e sem saco de escrever mais por hoje. Talvez eu retome essa reflexão mais adiante. Grato aos que me lêem…

CASSIANE 17:13 em 20 20UTC março 20UTC 2009 Permalink
Olá, adorei seu post! A gratidão é, sem dúvida alguma, o caminho para a felicidade.
Quando agradecemos alguém ou alguma coisa, com a maturidade e descoberta, como você mencionou, ai então acordamos em nós a sabedoria interior, descobre-se a alegria que o sentimento de gratidão produz!
Abraços
viktor 17:53 em 20 20UTC março 20UTC 2009 Permalink
Olá, Cassiane,
é isso aí. O curioso é que associei a gratidão à dádiva, mas a gratidão também pode ser vista como retribuição. Alguém dá, você agradece.
Abraços.
jbconrado 20:46 em 12 12UTC janeiro 12UTC 2010 Permalink
Aquele que não tem nada de bom, nada de virtuoso no coração, é incapaz de ensinar aos seus semelhantes a bondade e a virtude, porque é contrário à natureza das coisas… Condição básica para o educador nato. (Confúcio)*
Luz e Paz… jbconrado
online 23:26 em 12 12UTC março 12UTC 2010 Permalink
Sim, provavelmente por isso e